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#VaikeuFui Standup no Rio Guaratuba

Fim de semana em família na casa do Wagner, primo da minha esposa, lá no condomínio Costa do Sol, praia de Boracéia em Bertioga. A aventura já começou antes de chegar — fomos de Santo André até lá de bike, viagem que durou quase o dia inteiro (isso merece um post à parte, um dia desses te conto). Mas o assunto de hoje é outro: o standup no rio Guaratuba.

Saímos de manhã, direto do condomínio mesmo — o acesso ao rio é por lá. Objetivo: chegar até a praia de Guaratuba, trajeto bem sinuoso que levou umas 3 horas. O Wagner falou que dá uns 4km, não medi, confio na palavra dele. Fomos em 2 pranchas, eu e ele, sol de rachar o coco, mutuca pra caramba, restinga dos dois lados. Bem legal. Adoro esse tipo de programa que junta esforço físico (mantém a forma, é saudável, une o útil ao agradável) com aventura de verdade — diverte porque é diferente do óbvio.

Na primeira hora o rio é estreito e raso, a mata da restinga fecha dos dois lados, e sinceramente lembra (guardada as devidas proporções, não é bem uma Floresta Amazônica) aqueles cenários meio inóspitos de filme tipo Anaconda, dá aquela pontinha de apreensão de topar com algum bicho aquático no caminho.

Depois de 1 hora o rio vai alargando, a restinga já não avança tanto, começam as árvores de mangue típicas, e aí cruzamos os primeiros jetskis fazendo o caminho contrário, vindo da praia rio acima. Aqui o desafio muda de figura: o sol já está escaldante. Sorte que fui de chapéu e camisa dryfit de manga comprida — protege do sol e das mutucas. Hum, aqui abro um parênteses (mutucas: nem preciso falar que restinga e rio é mutuca para dar com pau, se vc não sabe o que é, pesquisa aí, mas vou dar uma definição, pernilongo bombado, quase uma abelha, quando ela pousa você sente o peso e se você deixar picar dói pra caraca). Fecha parênteses. E aí mora um problema extra: ficar espantando mutuca desequilibra a gente em cima do standup. Aconteceu comigo o trajeto inteiro, mas lá pelo meio do trajeto, fatal, caldo (se é que você me entende).

Na segunda hora já bate aquele cansaço, mais a ansiedade de chegar, e a paisagem começa a ficar mais do mesmo, parece que não acaba nunca. O tráfego de jetski aumenta, e quem já andou de standup sabe: jetski passando puxa marola, marola desequilibra prancha. E tem sempre aquele que não respeita velocidade nenhuma perto de quem tá remando — marola grande, mais uma coisa pra concentrar em conjunto com a revoada de mutucas pousando em você. Mas como diria o saudoso Vicente Matheus, “tá na chuva é pra se “queimar”.

Perto do final o rio fica mais largo e mais fundo, aí passamos por baixo da Rio-Santos e vem aquele alívio: chegando. Finalmente a praia de Guaratuba, na pontinha dela. Missão cumprida, mais uma aventura no currículo. Gratificante. Ah, esqueci de contar: a maré estava contrária, rio subindo, então remar dobra o esforço se a maré estivesse vazante.

Bom, e aí? Mais 3 horas pra voltar? Sem chance, não ia rolar, fora o esforço (aí já deixa de ser diversão e vira sofrência), a fome já tava apertando – chegamos umas 12h30 na praia.

O cunhado veio nos buscar de carro. Nunca esqueça de combinar o jogo antes #ficaAdica.

The end.
Vaikeufui
— e volto.

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